Description
Instrumental, letra, voz, gravação, mistura, masterização e arte gráfica por Tiago "NERVE" Gonçalves.
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LETRA:
Bem, se a plateia não gosta...
Pois que comece jornada. Num assunto sem nível.
(Cuidado) A puta é sensível. É como se viesse por nada.
(Como é que ela diz?) “Demais para engolir.”
Escrevo como se não tivesse pais para desiludir.
Dá-te cringe? Eu alimento o meme e o troll.
Repetitivo? Desculpa aí o spam. Prossegue o scroll.
"Os" NERVE é um só.
Tranquilo. Tão chill.
Um mãos-largas, enquanto pego um sol. (Polémico.)
Falar melhor? Melhor não.
Crítico, se estimar que morras é só “a minha opinião.”
Importas-te?
Que lição fascinante de que Hip-hop é religião.
Acho que isso faz de mim de um hip-hopper
Não praticante. (Posso?)
Tem noção da distância.
És o pior dos teus e mesmo esses ainda são aspirantes.
Liquidação de habitantes.
Já me vejo velho a negar prémios,
encazinado, a remoer como é que não bati antes.
Como é que eles dizem?
Como é que eles dizem?
Eu não voltei.
Notwan, avisa a plateia que não estou OK.
Ainda não estou OK.
E se eu não estou OK.
Eu não estou OK.
Diz aquilo que eles dizem. Sei lá.
Eu não voltei.
Eu não estou OK.
Eu ainda não estou OK.
Eu não voltei... (Deixa-me adivinhar.)
... porque eu não cheguei a sair.
Dude, eu não cheguei a entrar.
Vim do céu. Este é o meu primeiro andar.
Então dá-me tempo.
Sou tão puro e comovente.
Porém, vê como vendo
merch, montes de plástico.
De prints a canecas.
Vendo pentes a carecas
antes de terem tempo para dizer telemarketing.
Gero arte e aqueço o meu inferno ártico.
Comungado. Vi-me a perder a fé num ápice.
Homem-falha.
Pois que eu seja aqui esventrado pela minha wakizashi.
Corte limpo e rápido.
Quando cair sem vida, abandono este invólucro
para alimentar o solo que foi palco para a batalha.
Sem lápide.
"Ele vem desnorteado
sem receio de morte."
Crianças clamam:
"Hey, que rei, que boss."
Porém, temem que, meio snob, reaja numa de:
Assinar o meu álbum? Não sei se posso.
Um escroque mas nota só como está a ficar frescote.
E logo pela forma como, ao toque, eu petrifico lava,
sou a razão, não sendo assim preciso tê-la
nem tela para expressar o meu papel.
Aquilo que viste basta.
Vives debaixo da sombra?
Se me permites, acho que a norma
é que todo o bicho rasca
reze para que o seu nicho nasça
quando um misto de baixa e alta auto-estima afecta.
“O Nerve não é assim tão incrível.”
Nunca ouvi tal merda.
Eu? Alternativo? Eu nem te ofereço alternativa.
A tua alterna adora a componente ambígua que a minha escrita alberga.
Aquele deboche requintado no meu recital brega.
"Tenho de parar de filmar com a morte", disse-me o Ingmar Bergman.